Discursos apresentados no evento de lançamento da nova parceria entre a Honda e a Aston Martin Aramco Formula One® Team para a temporada 2026
Neste post, uma visão geral dos discursos apresentados no evento pelos três executivos:
Tóquio, Japão, 20 de janeiro de 2026 — A Honda Motor Co., Ltd. realizou hoje um evento em Tóquio, Japão, para marcar o lançamento oficial da parceria entre a Honda e a Aston Martin Aramco Formula One Team. A Honda participará do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA*1 (F1) a partir da temporada 2026 como fornecedora de unidade de potência (PU) em uma parceria com a Aston Martin Aramco Formula One Team.
Discurso de Toshihiro Mibe, CEO Global da Honda
■ Significado e ponto de partida da participação da Honda na F1
Em 1964, quando a Honda havia apenas começado a vender automóveis, a empresa assumiu o desafio de participar da F1, a série de corridas automobilísticas mais prestigiada do mundo. Superando inúmeras dificuldades, a Honda conquistou sua primeira vitória na F1 no segundo ano, no Grande Prêmio do México de 1965. Desde então, do meio dos anos 1980 ao início dos anos 1990, a Honda prosperou em uma era dourada junto com Williams e McLaren. Mais recentemente, a Honda protagonizou diversos momentos marcantes, incluindo a conquista do título do Campeonato de Pilotos, junto a Red Bull Racing.
A participação da Honda na F1, o auge das corridas automobilísticas, tem sido a personificação do espírito do fundador da empresa, Soichiro Honda, que inspirou os engenheiros da marca a se comprometerem a se tornar número 1 no mundo e a enfrentar desafios complexos. É também o ponto de partida da abordagem tradicional da Honda de abraçar desafios difíceis.
Engenheiros da Honda convocados para a equipe de desenvolvimento que preparava a primeira participação da empresa na F1 em 1964
O Sr. Soichiro Honda no local de desenvolvimento da F1 (foto tirada em 1966)
■ Compromisso da Honda em enfrentar novos desafios na nova era da F1
Em 2026, a F1 passará por uma grande mudança nos regulamentos do chassi e da unidade de potência. Na PU, a potência elétrica gerada pelo motor e pela bateria será aumentada para cerca de três vezes o valor atual, e o uso de combustível sustentável avançado será obrigatório para o motor. Em outras palavras, a F1 está evoluindo para um automobilismo de próxima geração que enfrenta os desafios da eletrificação e da descarbonização. Além disso, o sistema de teto de gastos*2 exige que cada fabricante de PU busque eficiência máxima no desenvolvimento, alcançando os melhores resultados com recursos limitados.
Nessa nova era da F1, a Honda está posicionando o esporte como um símbolo de desafio e inovação, e a Honda Racing Corporation (HRC), braço global de competições da Honda, desenvolveu a RA626H, a nova PU para a temporada 2026. Buscando se tornar número 1 no mundo, a Honda continuará enfrentando desafios juntamente com a Aston Martin Aramco Formula One Team.
RA626H, a nova unidade de potência (PU) da Honda para a F1
2 Um teto de gastos definido pela FIA sobre as despesas anuais associadas ao fornecimento da unidade de potência (PU). Um sistema similar existe para definir um limite para os gastos anuais de cada equipe.
■ Adoção do novo logo "H" e aproveitamento da experiência da HRC
Os carros equipados com a RA626H exibirão o novo logo "H", com design renovado, adotado pela Honda como novo símbolo de seu negócio automotivo. Esse novo emblema representa a transformação do negócio de automóveis da Honda e será utilizado nos carros de F1, assim como em outros veículos da Honda em várias categorias de automobilismo (com a intenção de incluir na IndyCar, Super GT, Super Formula Championship e Super Taikyu Series).
Além disso, a Honda utilizará as tecnologias e os conhecimentos acumulados pela HRC por meio da F1 e outras atividades esportivas para lançar modelos de produção com especificações HRC, que oferecem desempenho de condução ainda mais refinado. Isso permitirá que as atividades da Honda nos esportes a motor contribuam ainda mais para o aprimoramento do negócio automotivo. Com o lançamento desses modelos no mercado — incluindo um modelo de produção baseado no Civic Type R HRC Concept — a Honda oferecerá a um público mais amplo oportunidades de sentir a "alegria" da marca e seu compromisso em enfrentar desafios.
A Honda vê a F1 não apenas como o auge da tecnologia automotiva, mas também como um espaço para desenvolver seus talentos. Engenheiros rigorosamente treinados em competição de nível mundial retornarão ao desenvolvimento de modelos de produção e criarão produtos que entreguem ainda mais alegria e inspiração aos clientes.
Carro de F1 da temporada 2026 que carrega o novo emblema H
Civic Type R HRC Concept
■ Aplicações e contribuições das tecnologias da F1 para o futuro da mobilidade
As tecnologias refinadas na F1, como combustão de alta eficiência e gerenciamento térmico; tecnologias na área de alta rotação, incluindo motores de alta potência e turbocompressores de grande porte; assim como tecnologias de combustível sustentável, estão sendo aplicadas não apenas a futuros veículos híbridos (HEV) e elétricos (EV), mas também a produtos Honda voltados à mobilidade aérea, como eVTOLs e motores aeronáuticos.
Especificamente, o conhecimento sobre combustíveis sustentáveis já está sendo aplicado a combustíveis sustentáveis de aviação (SAFs), além de combustíveis para eVTOLs, atualmente em estudo. Tecnologias de componentes rotativos de alta velocidade, como turbinas e motores, têm sido aplicadas de forma recíproca em motores de aeronaves e PUs de F1, e estão sendo ainda mais aprimoradas por meio de aplicações em condições reais. Essa sinergia circular permanece ativa dentro da Honda.
A Honda aproveitará a F1 como ponto de partida para impulsionar ainda mais a inovação tecnológica em uma ampla variedade de soluções de mobilidade terrestres, marítimas, aéreas e espaciais, contribuindo para o avanço de produtos e serviços de mobilidade e para a construção de uma sociedade sustentável.
■ Crescente popularidade da F1 e determinação da Honda
Nos últimos anos, graças a parceiros de transmissão, conteúdo em mídias sociais, serviços globais de streaming e filmes, a base de fãs da F1 tem crescido rapidamente ao redor do mundo, alcançando 827 milhões de fãs globais em 2025. O Grande Prêmio do Japão em Suzuka registrou, no último ano, um recorde de público desde a grande reforma do circuito em 2009, resultado de um entusiasmo e popularidade sem precedentes. A Honda deseja compartilhar a alegria das vitórias com os fãs que a apoiam há anos, assim como com as novas gerações de fãs de F1 e da Honda.
A partir da temporada 2026, a Honda conduzirá suas atividades na F1 sob um novo logotipo representando a parceria entre Honda e F1. Junto com a Aston Martin Aramco Formula One Team, a Honda competirá para transmitir a verdadeira emoção e o valor de enfrentar desafios para alcançar o topo do mundo e agradece sinceramente pelo apoio contínuo.
Discurso de Stefano Domenicali, Presidente & CEO da Fórmula 1
Este é um momento empolgante para o esporte da F1, já que Honda e Aston Martin Aramco Formula One Team se unem para lutar pelo maior prêmio da F1.
A Fórmula 1 começou a correr no Japão em 1976, antes de se mudar para Suzuka em 1987, criando uma forte conexão com o país, onde um recorde de 13 campeonatos mundiais de pilotos foi decidido ao longo dos anos.
O esporte está crescendo no Japão, onde agora existem quase 17 milhões de fãs apaixonados e extraordinários. O Grande Prêmio do Japão em Suzuka, no último ano, recebeu 266.000 espectadores no fim de semana e registrou aumento de +26% na audiência de TV no país. O retorno da Honda à F1 este ano impulsionará ainda mais o potencial do esporte no mercado japonês.
Globalmente, o esporte está crescendo, com 827 milhões de fãs em todo o mundo. A estratégia da F1 é envolver fãs em espaços onde talvez não esperem encontrar o esporte, como cultura, entretenimento, música, TV e cinema. Um esporte saudável é bom para todos envolvidos. As equipes de F1 estão prosperando e em sólida saúde financeira, atraindo patrocinadores de prestígio e demonstrando a atratividade incomparável do ecossistema da F1 para marcas globais.
A empolgante nova geração de regulamentos para 2026 foi um dos fatores que atraiu a Honda de volta ao esporte. Esses regulamentos atualizarão o chassi e as PUs, na maior reformulação da história do esporte. Haverá um motor híbrido simplificado, que usará combustível sustentável avançado sem afetar o desempenho.
A F1 reflete o compromisso da Honda e da Aston Martin Aramco Formula One Team com a sustentabilidade e está no caminho para atingir o objetivo de Net Zero (Emissão Zero) até 2030, tendo já obtido uma redução de 26% nas emissões de carbono até o final de 2024 em comparação com 2018. A F1 recebe com entusiasmo as inovações que virão e trabalha com parceiros como a Honda para ultrapassar limites.
Discurso de Lawrence Stroll, Executive Chairman da Aston Martin Aramco Formula One Team
É uma honra estar no Japão para celebrar esta nova parceria. A Aston Martin Aramco Formula One Team e a Honda compartilham muitos valores, que formaram um forte vínculo para 2026 e adiante.
O novo Centro de Tecnologia Aston Martin em Silverstone, no Reino Unido, foi concluído, fortalecendo a organização como nunca antes. O novo túnel de vento tem se mostrado um ativo vital para o desenvolvimento, além de um novo data center que está sendo construído para ampliar ainda mais as capacidades da equipe. A equipe está ultrapassando limites e trabalhando incansavelmente com o foco no sucesso futuro.
A Aston Martin Aramco Formula One Team está entrando em uma verdadeira parceria com a Honda, o que significa que o chassi e a unidade de potência serão projetados como um conjunto integrado, um avanço crucial para a aspiração de conquistar campeonatos. A equipe também se orgulha de contar com a Aramco fornecendo combustíveis sustentáveis e com a Valvoline fornecendo lubrificantes pela primeira vez. Essas parcerias técnicas são absolutamente vitais para o sucesso, e o agradecimento se estende à Honda, Aramco e Valvoline por compartilharem a mesma visão e trabalharem lado a lado.
A colaboração estreita entre a base da Aston Martin Aramco Formula One Team no Reino Unido e a HRC Sakura, no Japão, já evoluiu para uma parceria muito sólida, com tudo o que é necessário para alcançar o sucesso. Os pilotos da equipe também têm enorme confiança na PU da Honda e nos engenheiros por trás dela. O novo cargo de Andy Cowell como Chief Strategy Officer dentro da equipe reflete o quão estreita é essa colaboração. Sua grande expertise está contribuindo para o avanço conjunto.
Todos os fãs da Aston Martin Aramco Formula One Team no Japão estão convidados a acompanhar a equipe nessa jornada enquanto ela enfrenta o desafio de vencer. Com a Honda, a equipe buscará a vitória e construirá um novo capítulo em sua história. É emocionante fazer parte dessa jornada com todos, com agradecimento pelo apoio contínuo.
Sobre a Honda no Brasil: Em 1971, a Honda iniciava no Brasil as vendas de suas primeiras motocicletas importadas. Cinco anos depois, era inaugurada a fábrica da Honda Motos, em Manaus. De lá para cá, a unidade produziu mais de 30 milhões de motos, com destaque para a CG, veículo mais vendido do Brasil, além de quadriciclos e de motores estacionários que formam a linha de Motores e Máquinas, também composta por motobombas, roçadeiras, geradores e cortadores de grama. Para facilitar o acesso aos produtos da marca, em 1981 nasceu o Consórcio Honda, administradora de consórcios referência no mercado nacional, que faz parte da estrutura da Honda Serviços Financeiros, também composta pela Seguros Honda e o Banco Honda. Dando continuidade à trajetória de crescimento, em 1992 chegavam ao Brasil os primeiros automóveis Honda importados e, pouco tempo depois, em 1997 a Honda Automóveis do Brasil iniciava a produção, em Sumaré (SP). A segunda planta de automóveis da marca, construída na cidade de Itirapina (SP), foi inaugurada em 2019 e concentra, atualmente, toda produção dos modelos locais, enquanto a unidade de Sumaré se consolida como centro de produção de motores e componentes, desenvolvimento de produtos, estratégia e gestão dos negócios do grupo Honda. Atualmente, mais de 2,5 milhões de automóveis da marca já foram produzidos em solo nacional. Durante esses anos, a empresa também inaugurou Centros Educacionais de Trânsito, de Treinamento Técnico, de Distribuição de Peças e de Pesquisa & Desenvolvimento. Estruturou uma rede de concessionárias hoje composta por aproximadamente 1.300 endereços. Em 2014, em uma iniciativa inédita no segmento, a Honda inaugurou seu primeiro parque eólico do mundo, na cidade de Xangri-Lá (RS). O empreendimento supre toda a demanda de energia elétrica das plantas de automóveis no interior de São Paulo e do escritório na capital paulista, reduzindo os impactos ambientais das operações da empresa. Em 2015, a Honda Aircraft Company anunciou a expansão das vendas do HondaJet, o jato executivo mais avançado do mundo, para o Brasil.
Fonte: Honda do Brasil